21 de abril de 2011

Sterna albifrons - Chilreta ou Andorinha-do-mar-anã

Taxonomia:
Reino - Animalia
Filo - Chordata
Classe - Aves
Ordem - Ciconiiformes
Família - Laridae / Sternidae
Género - Sterna
Espécie: Sterna albifrons
Nome -Comum - Chilreta ou andorinha-do-mar-anã

Estatuto de Conservação:
Global (UICN 2004): LC (Pouco preocupante)
Nacional (Cabral et al. em publ.): VU (Vulnerável)
Espanha (Madroño et al. 2004): NT (Quase ameaçado)

Descrição:
Como é característico das outras espécies de andorinhas-do-mar que ocorrem no nosso território, a Sterna albifrons possui um bico fino e pontiagudo, sendo que se destaca das outras por o seu bico ser amarelo e com a ponta negra. A nível de plumagem, na zona da cabeça possuí um barrete e uma máscara facial de cor preta e tem a testa branca. Esta espécie é a mais pequena das andorinhas-do-mar que podemos observar em Portugal. O seu voo característico é ondulado e chilreia frequentemente.

Protecção legal:
Esta espécie está protegida em Portugal por diversos decretos-lei, nomeadamente na transposição para a legislação nacional da Directiva Aves, da convenção de Berna e da Convenção de Bona.

Fenologia: Nidificante estival.
Trata-se de uma espécie migradora, que se reproduz em Portugal e passa o Inverno em África, mais precisamente na costa atlântica de África, desde a Guiné aos Camarões. Pode ser observada no nosso país sobretudo entre princípios de Abril e o princípio de Setembro.

Distribuição:
Global: A chilreta tem uma distribuição alargada. No paleártico a sua área de nidificação vai desde a costa atlântica à Ásia Central, e desde o Mediterrâneo e Norte do Médio Oriente até a Suécia, Finlândia e Rússia.
Nacional: Em Portugal, a andorinha-do-mar-anã distribui-se ao longo da costa de Portugal continental em estuários e lagoas costeiras, a sul da Ria de Aveiro.



Tendência Populacional:
A espécie encontra-se numa situação de estabilidade tanto internacionalmente como em Portugal, onde apesar de algumas variações pontuais, se têm mantido os efectivos populacionais nidificantes mais ou menos estáveis desde a década de 70. A Ria Formosa possui o maior núcleo reprodutor da espécie no nosso país.

Requisitos ecológicos:
Habitat:                     
Distribui-se essencialmente ao longo da faixa litoral, em zonas de baixa profundidade, como estuários, lagunas costeiras, salinas, pisciculturas e lagoas costeiras, sendo que evita vegetação densa. É ainda de considerar que a sua distribuição está bastante condicionada pela existência de zonas pouco sujeitas à pressão humana.


Alimentação:
A alimentação desta espécie assenta sobretudo na ingestão de pequenos peixes e crustáceos, podendo ocasionalmente alimentar-se de insectos, anelídeos (família das minhocas) e moluscos. Para pescar as suas presas, esta andorinha efectua mergulhos rápidos e certeiros.



Reprodução:
A espécie é essencialmente monogâmica. O seu habitat preferido para a nidificação é constituído por dunas perto de zonas húmidas e, no caso da Ria Formosa, a espécie nidifica também em salinas.
O ninho é instalado no solo, a descoberto, onde ambos os progenitores incumbam e cuidam das crias. As crias são precoces e nidífugas pelo que se tornam autónomas e abandonam o ninho precocemente.

Ameaças:
A espécie é bastante ameaçada pela pressão turística nos locais de nidificação, nomeadamente as praias estão sujeitas a grande exploração turística; sofrendo também com o abandono e reconversão da actividade salineira tradicional que afecta outro dos habitats de reprodução deixando a espécie sem alternativas.
Outros factores de ameaça a considerar são a predação por gaivotas, cães e gatos domésticos que se alimentam dos ovos; e a poluição da água, quer por efluentes domésticos e industriais, quer por agrícolas, que contaminam os recursos alimentares da andorinha-do-mar-anã.

Bibliografia consultada:


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